
Planejar não basta!
Não sou dono da vida
Minha imaginação é vasta
Sempre acordo na despedida.
Tudo que gosto, não está aqui!
No final, a luz não aparece.
O frio me corrompe a alma...
Quântico infernal que não aquece!
A matéria muito consome,
Enquanto a alma se esvazia.
A verdade esconde e some,
Navego na mentira, na hipocrisia.
Nada nobre da minha parte,
Viver nesta escuridão!...
Existência que imita a arte,
Sem aplausos, repleta de ilusão...
Sonhos sonhados e não vividos,
Pesadelos funestos que acompanham.
Desejos insatisfeitos e argüidos,
O que faço para que desistam?
No final, descubro com espanto,
Que, o princípio de tudo, a ferida,
É ver-te por perto, com encanto,
Sem mais poder participar da tua vida!...
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